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sábado, 19 de novembro de 2016

DIA DA BANDEIRA (REPÚBLICA À BRASILEIRA)



O Império Brasileiro estava enferrujado em 1889. Pedro II já não governava, talvez em razão da idade e da inépcia de seus ministros e assessores. Os republicanos diziam que o regime monárquico tinha ficado caduco. A monarquia não tinha sucessor. A princesa Isabel não era qualificada para a sucessão e seu marido francês, o Conde D’Eu, piorava ainda mais a situação. A República esperava a morte do Imperador. O último Primeiro-ministro, o Visconde de Ouro Preto, já não controlava as rédeas do governo. Nos círculos militares o Visconde era execrado e ignorado. Nas ruas, era desconhecido pelo povo. Republicanos e monarquistas pretendiam sua queda.

A modernidade chegava ao Brasil. No Oeste Paulista os coronéis e barões do café queriam mais apoio. São Paulo crescia e causava ciúmes às outras províncias, como Minas Gerais, Rio de janeiro e Rio Grande do Sul. Indústrias pipocavam por todas as províncias. Estradas de ferro rasgavam o território brasileiro. O cenário era preparado pela própria evolução natural da economia. A política estava emperrada. O Império não tinha futuro. Teria de ser extinto no Brasil. A modernidade e o progresso só chegariam via República. Esta era a ideia vigente.

A imprensa batia forte no Imperador. As províncias queriam agilidade no governo. Estudantes brasileiros faziam ferver os centros do poder como São Paulo e Rio de Janeiro.O Partido Republicano Paulista, o poderoso PRP ganhava adeptos em todo o território nacional. Auguste Comte, positivista francês, era lido por todos. Benjamin Constant, Teixeira Mendes e Miguel Lemos se tornam em bandeiras positivistas brasileiras. A elite intelectual brasileira entrou no processo republicano. Militares em 1887 fundam o Clube Militar. O Marechal Deodoro da Fonseca, líder inconteste, era preparado para o grande momento. Resistia à ideia de liderar o movimento, mas não negava seu valor e necessidade. A Maçonaria preparava o terreno para o nascimento da República.

Dom Pedro II ameaçou punir republicanos da área militar, pensando com isto afastar a queda iminente. Os marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto assumiram a defesa dos colegas de farda. Por volta das 09:00 horas da manhã de 15 de novembro de 1889, Deodoro anuncia publicamente a queda do Império frente a uma parada militar formada por um grupo de soldados. Nada sério parecia estar acontecendo. Demite o Ministério e volta para sua casa. Coloca o pijama e vai para a cama como se nada tivesse acontecido. O povo não ficou sabendo do fato, como sempre. A tão esperada República chegou como uma garoa passageira. Estava proclamada a República Brasileira. Poucos viram. A Família Imperial foi banida. 

Os republicanos, com a batata quente na mão, agora não sabiam o que fazer com ela. A República foi por muito tempo acalentada e de repente não se sabia o que fazer. Só quatro dias depois ficou pronta a bandeira da República, projeto de Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Villares. A costureira só terminou o trabalho por volta do meio-dia de 19 de novembro. Foi hasteada pela primeira vez no dia 19 (consagrado a ela) às 12:00 horas. Juristas fizeram oficializar a proclamação da República às pressas. O improviso deu conta a inúmeras gafes e muitas piadas, não só interna como externamente falando.

Assim nasceu a República no Brasil. O lema de Comte: Ordem e Progresso, estampado em nossa bandeira, tenta afirmar que o Brasil só será uma verdadeira república se não houver ‘desordens’ provocadas naturalmente pela democracia ou pela incapacidade de seus governantes. Lá se vão 127 anos de pífios governos e desastrados governantes, exceção à exceção.

Parecendo brincadeira de soldadinhos de chumbo, nossa ‘República’, associada com a figura da Justiça chegou, não emplacou, está mais enferrujada que o Império e a democracia parece cada dia mais engraçada, com sua balança na mão, pesando dinheiro que recebe das mãos de quem não vê mas que tem valor e tudo compra.

Tivemos um descobrimento à portuguesa, um Império sem rumo e uma República banalizada. Assusta-me o que presumo venha por aí. 

Aí é que a coisa pega. E como pega...

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

SE EU FOSSE DUPLICADO

por Antonio Caprio



O sonho, a suposição e a fantasia estão presentes nas pessoas em todos os níveis. Quando sonhamos ‘criamos’ uma fantasia e nalguns momentos estas fantasias, estes sonhos, podem se tornar em pesadelos. Nalguns poucos casos, os sonhos são premonições perfeitas com algumas distorções. Cientistas já escreveram e fizeram conjecturas das mais variadas sobre os sonhos, inclusive Sigismund Scholomo Freud. ( 1856 – 1939). 

Vamos caminhar pela trilha da suposição, do sonho. Imagine que você, num estalar de dedos, seja duplicado com todas as suas características, formas, conhecimento, informação e fique de cada-a-cara com você mesmo, olhando olho-no-olho. Você olhando para você sem a magia do espelho. Você encararia ‘você’? 

Nós temos costume de saber de tudo sobre todos ou o máximo possível. Os outro sabem sobre nós às vezes muito mais do que nós mesmos. Você sabe tudo sobre você e muita coisa você faz de conta que não sabe. Nem mesmo você se atreve a pensar sobre seus ‘segredos’. O eu é o lugar mais secreto do mundo das ideias 

Você, sentado num banco de jardim, lado a lado com seu duplo, escolheria você para ser seu amigo, mas amigo mesmo? Você confiaria em seu ‘outro’? Se atreveria a olhar nos olhos do outro que é você mesmo? Falaria para o ‘outro’ o que você esconde de você mesmo? Contaria para ele tudo sobre você? Confiaria mesmo ‘nele’? Assinaria uma procuração dando plenos poderes para ‘ele’? 

No mundo em que vivemos, e apenas por experiência única e jamais repetida, confiar foi coisa de ‘fio de bigode’. Foi. Será que ainda é? Em que nível?

Vivemos no tempo da globalização. O mundo se tornou pequeno nas ondas da internet. Não há mais conhecimento estanque, próprio de alguns ‘iluminados’. A informação não é conhecimento. O conhecimento é livre hoje e se o cidadão não souber usar a informação você jamais terá conhecimento.

Nossos problemas ficam trancados no interior da máquina biológica chamada cérebro. Só saem de lá se houver uma senha específica. Ninguém, mas ninguém mesmo sabe o que você pensa se não escrever ou falar. Teu ‘amigo duplicado’, você, sabe o que você pensa e muito mais. 

Num processo judicial quem sabe sobre ‘sua verdade’? Você. Só você. Ninguém mais, mas teu ‘ amigo duplicado’ sabe e com detalhes, todos os detalhes. Todos.

Isto o angustia? Isto lhe causa medo, pânico? Isto lhe agrada ou não lhe diz respeito? 

O homem é um ser gregário e não vive senão em sociedade. Este gregarismo constitui a sociedade humana. Diz o texto bíblico cristão: não é bom que o homem viva só....



E então? O que você acha de ter um ‘outro’ que sabe tudo sobre você, mas tudo mesmo?

terça-feira, 15 de novembro de 2016

A MALDIÇÃO DE PEDRO II

Trezentos e oitenta e nove anos após o “descobrimento” do Brasil é proclamada em 1889 a República. A palavra República indica forma de governo em que o supremo poder é exercido, temporariamente, por um ou mais cidadãos eleitos pelo povo. O sistema é presidencialista. O primeiro e o segundo Império tiveram seus altos e baixos, mas, o segundo foi o período em que mais o Brasil cresceu, sob todos os sentidos. Os oligarquistas agrários de São Paulo, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro derrubaram o Imperador Pedro II, banido com a família para a Europa morrendo dois anos após em Paris, de pneumonia. 

Deodoro, no dia anterior a 15 de novembro de 1889 passou a tarde toda no palácio com o amigo e Imperador Pedro II. No dia seguinte derruba o Imperador e assume o governo provisório sob o sistema republicano, renunciando em 1891 sob enorme pressão de seu vice, Floriano Peixoto que assume o poder. Este imediatamente tem de enfrentar movimento armado contra o seu governo. A República Velha vai de 1889 a 1930 sob fortíssimas pressões e sem paz em nenhum momento. A maldição da República parecia nascer forte e assustadora. 

De 1893 a 1897 a República enfrenta Antonio Conselheiro na conhecida revolta de Canudos. Morrem milhares de brasileiros. De 1893 a 1895 a República arde com a Revolta Federalista. Só em 1895 é eleito o primeiro presidente civil, Prudente de Moraes. Em 1904 Rodrigues Alves enfrenta a Revolta da Vacina. A paz jamais esteve presente em seu governo. Hermes da Fonseca não teve paz com a Revolta da Chibata, em 1910, com a Revolta de Juazeiro, em 1911 e o Contestado em 1912. Explode no Rio de Janeiro movimentos de insurreição em 1922 e em São Paulo em 1924. As Revoltas Tenentistas não dão um minuto de paz ao Governo Republicano. 

Em 1924 a rebelião tenentista em São Paulo exige a renúncia de Artur Bernardes. A luta entre civis e militares chega a pontos extremos. O Presidente Washington Luiz mantém o país em estado de sítio desde sua posse em 1926. A maldição da República está mais forte do que nunca. A quebra da Bolsa de Nova York quebra também o Brasil. A economia brasileira e o declínio do café reforçam a maldição da república.

Em 1930 explode a Revolução que leva Vargas ao Poder. A Revolução de 32, a Intentona Comunista, o Estado Novo, Lampião, a declaração de Guerra do Brasil à Alemanha e à Itália e a morte de Getúlio em 24 de agosto de 1954. Nada de paz na República. A “maldição” parece continuar forte. Chega 1956 e assume Juscelino Kubischek. É inaugurada Brasília em 1960. Jânio chega e sai. O poder é dividido entre Jango e militares, depois assumem estes e a ditadura militar ultrapassa 20 anos. Golpes, contra-golpes, exílios, mortes, planos econômicos fracassados e Tancredo, Sarney, Collor e o selo da maldição republicana: a reeleição. 

O pesadelo continua e a corrupção aflora em todos os pontos do país. De Deodoro até Temer já se vão 43 mandatários (inclusive duas juntas) e a República vai de mal a pior. São quase meia centena de ministérios para saciar a sede das negociatas políticas, milhares de cargos em comissão como moeda de troca, milhões de reais gastos num congresso inerte e mercador de favores. Nisto tudo lá se vão 127 anos republicanos contra 516 anos do descobrimento, ou seja, da posse efetiva das terras de Monte Pascoal pelos portugueses. Alardeia-se a reforma política onde os membros do Poder Legislativo planejam reformar tudo desde que as benesses políticas sejam preservadas e ampliadas. Pretende-se fazer cessar a reeleição, mas ampliar os mandatos do executivo para cinco anos, entendendo-se que quem já está pode se reeleger, ou seja, aproveitando-se da brecha o governante atual fica no poder por nove anos. Lei da ficha limpa, só para a próxima eleição. 

Trump virá para reafirmar o domínio sobre a ‘colônia’ brasileira e lembrar quem de fato manda por aqui. Quando acordamos república em 15 de novembro de 1889 e se expulsou Pedro II, alguma coisa deve ter acontecido no campo do imaginário natural. Pedro II não saiu daqui de bem com o poder e com a política brasileira, em especial a do ex-amigo Deodoro. Morreu amargurado e deitou sua cabeça sobre um saco de terra brasileira.

Será que nosso então imperador lançou mesmo alguma maldição sobre o Brasil e seus políticos ou é apenas impressão minha? 



sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O VOTO POPULAR



O voto popular é uma ferramenta que interfere na vida do cidadão, do município, do estado e do país. É impressionante como este instrumento é poderoso, interferindo no presente e no futuro do cidadão, escrevendo o seu passado.

O homem sempre pode escolher seus líderes, em vários momentos da história humana. A mulher, nem sempre. Só em 1893, na Nova Zelândia, a mulher adquiriu o direito de votar. No Brasil, a mulher ganhou este direito em 1932. O último país a conceder o direito de voto à mulher foi a Suíça, na década de 70.

O habitante do Brasil votou pela primeira vez nas vilas de São Vicente e São Paulo, em 1532. Escolheram, pelo voto indireto, seis representantes junto da Coroa Portuguesa. Em 1821, seguindo o Livro das Ordenações, criado em 1603, escolheram 72 representantes em toda a Colônia. Em 1822 só votavam os ricos e brancos. Em 1889, com a Lei Saraiva, o voto foi proibido aos menores de 21, aos analfabetos, aos mendigos, aos soldados rasos, aos indígenas e aos integrantes do Clero. Não tínhamos partidos políticos nem voto secreto. 

Nossa primeira legislação eleitoral nasceu com a Constituição outorgada por Pedro I, em 1824. O voto era censitário, permitia-se o voto por procuração, o que gerou muitas fraudes. Em 1889, passou-se a exigir a fotografia do eleitor no título. Pouco adiantou.

Em 1891 o brasileiro elegeu pelo voto direto seu primeiro Presidente da República, o senhor Prudente de Moraes. Durante o período de 1889 a 1930 o voto de cabresto, ou seja, dirigido pelo chefe político local, imperava no território brasileiro. Em 1932 tivemos nova legislação eleitoral, e as mulheres passaram a ter direito ao voto, direito esse que realmente passaram a exercer a partir de 1945, com a queda do Estado Novo, iniciando-se a redemocratização do Brasil. Desde 1930 o voto passou a ser secreto. De 1937 a 1945, ficamos sem exercer o direito ao voto sob o jugo de Vargas. Com os militares no poder a partir de 1964 as eleições foram restritas só voltando em 1985, com a eleição da Tancredo e a posse do vice, Sarney. Em 1989 o direito pleno ao voto foi restabelecido no Brasil. O voto eletrônico passou a funcionar a partir de 1996 em todo o país. Em 2012 inicia-se o sistema biométrico. Rege as atuais eleições a Lei Federal 9.504/97.

Como se vê, esta ferramenta foi duramente conquistada e hoje é usada com um desdém que causa espanto. É impressionante como o voto é usado nos processos eleitorais para usurpação de cargos no legislativo e no executivo, fora outros poderes e instituições. 

É lamentável como ferramenta tão importante é tratada, transformando-se em forma de assunção ilegítima ao poder. É inadmissível que um presidente da república, em especial, alcance o cargo maior do país trocando votos com instrumentos medíocres que se mostram muito piores e muito mais prejudiciais que o voto de cabresto e os velhos currais eleitorais de ontem. Por todas as maneiras são induzidos os eleitores a trocar o voto por bolsas caritativas, cimento, tijolos, dinheiro e uma lista enorme de benefícios imediatos. Com isso institui-se a pobreza tornando-a obrigatória e continuada. Votos encabrestados como antigamente. 

A quem caberia ou cabe a conscientização do povo sobre o perfeito uso de tão importante ferramenta? O que fazer para que todos os eleitores possam entender o quão poderoso é este ato, este poder que conquistamos com tantos sacrifícios?



Creio que é só com o bom uso desta ferramenta fantástica nosso país poderá, realmente, exercitar a verdadeira e plena democracia e banir a corrupção, fazendo nascer realmente o governo do povo, para o povo e pelo povo, sem restrições.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

BRASIL, INDEPENDÊNCIA A QUE CUSTO?



A História é fruto do tempo. O tempo não existe pois é uma mera ficção humana, mas, a história sim e ela se perpetua, queiram ou não os homens, objetos dela, apesar de que em cada tempo os governantes escrevam histórias conforme suas vontades e interesses. Acima de tudo a história real acaba por aparecer. 
Pedro de Alcântara Francisco Antonio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, filho de Carlota Joaquina e D. João VI de Portugal, nascido na cidade portuguesa de Queluz em 12 de outubro de 1798 chegou ao Brasil com a família aos oito (8) anos de idade. Aos vinte e dois (22) anos assume o trono como Príncipe Regente. Foi Imperador de 1822 a 1831 e faleceu em Portugal aos 36 anos de idade, com tuberculose, no dia 24 de setembro de 1834. Declarou o Brasil independente de Portugal em sete (7) de setembro de 1822, há 194 anos.
O Império Brasileiro teve dois regentes, Pedro I e Pedro II. Em 15 de novembro de 1889 a República foi instituída e desde então lá se vão 127 anos. Turbulências e pouca paz em ambos os governos, e muito mais confuso na República. A Independência não chega nunca. A dependência do Brasil com relação ao mundo é significativa e causticante. Somos escravos da globalização, do preconceito, da ignorância, da politicagem, da corrupção e estamos à mercê do quanto pior melhor para muitos, tal e qual nos primeiros momentos históricos da velha Terra de Santa Cruz.
O sistema de governo presidencialista representativo vai mal das pernas. O Congresso escraviza o governante e o torna refém de seus interesses. O Executivo fica à mercê de partidos, de coligações espúrias, de conchavos que nunca acabam e sempre se renovam. A economia caminha oscilante sobre um fio de navalha. A educação falha como falha a saúde, a segurança e o próprio meio ambiente é vilipendiado a todo instante a ponto de transformar o país num deserto sem água e sem verde. 
Mas, Independência ou Morte, gritou Pedro I. Nós precisamos de independência e não da morte. Nós precisamos de paz, de esperanças renovadas e sempre constantes. Nós precisamos de brasileiros realmente brasileiros e que amem o país acima de tudo e possa transformar este gigante em terra de conquistas e que se levante deste seu berço esplêndido. 
Obrigado a Pedro I pelo primeiro impulso. Grato a Pedro II pela continuidade. Hosanas aos presidentes que foram de fato presidentes. Salve, três vezes salve o Brasil. Que ele seja gigante não apenas em território, mas pela gente que tem.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

REFLEXÃO SOBRE O ANIVERSÁRIO DE TANABI


Mais um ano. Cento e trinta e quatro pós fundação. O que comemorar? Tivemos acertos? Tivemos erros? Erraram nossos administradores desde o ato primeiro? Acertaram onde? Quem mais acertou? Quem mais errou? Temos respostas para todas estas angustiantes perguntas. Muitas não são agradáveis, outras sim. Acertamos mais do que erramos? A linha do tempo não para. Antes, em 1882, éramos o único município depois de Rio Preto, fundado em 1852 Hoje centenas de municípios e alguns muito à nossa frente. Por que não crescemos como deveríamos ter crescido? O tempo escoa eternamente na linha dos anos, dos séculos. Cavalo arriado passa, diz o populacho. O nosso passou algumas vezes e não tomamos atitudes. Outros tomaram. Perdemos nossa comarca em 1927 no lamentável episódio do “cacheado”. Em 1928 ficamos atrelados à comarca de Monte Aprazível e só alcançamos autonomia em 1944. Em 1936 perdemos a EFA – Estrada de Ferro Araraquarense que foi desviada, numa curva avantajada para a margem direita do São José dos Dourados quando deveria passar onde hoje é a Vila Thomaz. Criou-se a Estação de Engenheiro Balduíno só voltando ao trajeto inicial nas imediações onde hoje é Ecatu. Nem Monte Aprazível nem Tanabi. Nova perda. Tentou-se consertar o estrago com a criação da Estação do Sapé, na década de 60 e outro fracasso. Crescemos com sofreguidão em termos imobiliários em nível urbano e se avolumaram problemas e responsabilidades nos aspectos sociais e de segurança. No campo do ensino não conseguimos uma Diretoria (antiga Delegacia); na Segurança Pública adeus ao Batalhão, perdendo de novo para Monte Aprazível. A Delegacia Agrícola chegou a ser criada e logo desapareceu. A indústria de bebidas Antárctica ensaiou vir para Tanabi e não conseguiu, fato semelhante ocorreu com a Chincariol. Riachuelo e Pernambucanas foram embora. Idem o Colonial. Nossa indústria de bebidas perdeu força e quase evaporou. Nosso frigorífico avícola bateu asas. Nossa faculdade veio e não ficou. Nossos grandes desfiles evaporaram. Nosso Tiro de Guerra perdeu a batalha. Nosso cinema terminou num filme triste. Nossa estação de tratamento de esgotos enroscou. Erros seríssimos e com grandes repercussões na linha do tempo das pessoas, das empresas e da cidade. Um elo sozinho nada vale. Um conjunto de elos se torna numa bela corrente. Se não unirmos nossas forças ficaremos ao sabor do ‘ se Deus quiser”. E o tempo passou. Pessoas passaram. Tudo passa. Mesmo assim somos a Terra das Borboletas. Continuamos a sê-lo. Sempre seremos. Nosso lema é “ semper fluit flumen papilionum” (sempre corre o rio dos borboletas), embora poluído, sem borboletas e sem vida. Será exagero meu? Lembro que isto não é uma crítica e sim uma reflexão. Desejo que não erremos mais. Apesar de tudo, coisas boas aconteceram nestes anos todos. Diante disso, parabéns Tanabi e sua gente de ontem e de hoje por mais um aniversário. 
Um lembrete, em especial à classe política: Juízo.

terça-feira, 28 de junho de 2016

HISTÓRICO DO CORPO DE BOMBEIROS DE TANABI



Tudo tem sua história e a história da instalação do Posto de Bombeiros de Tanabi é bastante interessante e precisa ser escrita e conhecida.

Fatos antecedentes: Os primeiros movimentos visando a instalação de base de bombeiros em Tanabi remonta 1997, no final do mandato do prefeito Norair Cassiano da Silveira(I) onde interagiram o vereador Francisco Evangelista de Souza Filho e o subtenente Osmar do Nascimento. Em 1997 o vereador Francisco Evangelista de Souza Filho fez aprovar pela Câmara a Indicação 75/97, de 27 de maio de 1997 no mesmo sentido na presidência do vereador João Mazza. 

Em 1999 nova Indicação foi feita na Câmara Municipal de Tanabi, número 94/90, de 15 de setembro de 1999, assinada pelo então vereador Luiz Antonio Tonini, tendo na Presidência o vereador Paulo Cesar Bento. Em 2000 aconteceu reunião com o comandante do subgrupamento de S.J.R.Preto, Capitão Cunha, para tratar do assunto. O documento foi encaminhado ao Chefe do Executivo, senhor Alberto Victolo e à chefia do Corpo de Bombeiros de Mirassol. Por ação de vários interessados a documentação foi despachada aos cuidados do Secretário da Prefeitura, prof. Antonio Caprio, para a tomada das providencias devidas. Após, a Secretaria entrou em contato com várias autoridades da Policia Militar – área de Bombeiros, e foi preparado um cronograma de atividades para serem desenvolvidas. Nesta fase o sargento Montanhini assumiu papel de destaque e decisivo no processo.

A primeira medida oficial adotada em 2001 foi a celebração de convênio com o Governo do Estado através da Lei Municipal nº 1.723/2001, de 6.12.2001 com base na Lei 684, de 30.set.1975. Após foi votada a lei Municipal nº 1.775/2002 onde se fixou as taxas para execução dos serviços de bombeiros em Tanabi e a Taxa de Sinistros. A seguir foi elaborada e aprovada a Lei Municipal nº 1.776/2002, criando o Fundo Municipal de Bombeiros – FEBOM, que teria a seu cargo o recebimento e administração dos recursos do Posto de Bombeiros de Tanabi. 

Na linha do tempo foi aprovada a Lei Municipal nº 1.821/2004 criando 15 cargos de bombeiros na estrutura administrativa de Tanabi. Foi celebrado termo de concessão de uso do prédio sito na Rua Coronel Joaquim da Cunha esquina com Cap. Jerônimo Fortunato, antes destinado ao setor de Cultura do Município que foi totalmente reformado pela Prefeitura e feitas as adaptações devidas com um custo próximo de R$ 100.000,00(cem mil reais). O concurso escrito se deu em 27 de janeiro de 2004. As provas práticas foram feitas nos dias 28,29,30 de maio. O preparo esteve a cargo do Instituto Atenas de Adamantina e Corporação de Bombeiros Estaduais da região. Foram aprovados 15 bombeiros, todos sob regime municipal. Apoio: Decreto Municipal de 30 de abril de 2004.Os bombeiros municipais fizeram treinamento de 01.04.2004 a 11.12.2004. 

HOJE a corporação registra 22 bombeiros, sendo 7 mantidos pela municipalidade e 15 pelo Estado, num total de 22 componentes. A integração é feita pelos Bombeiros Militares estaduais de Rio Preto e Mirassol. O atendimento abrange Bálsamo, Mirassolândia, Cosmorama e cidades da região. No início só tínhamos o prédio, um fusca e um soldado PM. Atualmente o Posto é dirigido pelo subtenente PM Manoel Batista de Oliveira e tem como auxiliar Administrativo o PM Rene Rodrigues Calister e possui os sequintes equipamentos: 2 Caminhões, sendo 1 autobomba e um autotanque. e 1 Viatura de Resgate;1 veículo para resgate de animais;1 carro para uso geral; 1 barco; 3 tesouras – desencarceradoras; 1 conjunto completo para salvamento em altura; 1 equipamento completo de salvamento aquático;1 conjunto completo de salvamento terrestre;Cilindros respiratórios e equipamentos afins e EPI – para incêndio – completo. 

Os serviços prestados são estruturados nos seguintes setores:

  1. Base de atendimento técnico – expedição de alvarás, vistorias e outros documentos. Responsável pelo setor: Leonardo Luiz Stéfani da Silva.
  2. Base de atendimento Operacional –atividades de ruas e apreensão de animais e atividades preventivas contando com o subtenente Oliveira na ministração de palestras, cursos, etc. Responsável pelo setor: Anderson Benevente Agudo. 
Mensalmente a base atende em média 200 casos. Atualmente com a criação do SAMU o atendimento está estimado de 160 a 180 atendimentos/mês. O financiamento da estrutura é feito pela Prefeitura que mantém 7 bombeiros, alimentação, servidores( merendeiras), energia elétrica, combustível e outras despesas. O Estado custeia 15 bombeiros. São atendidos municípios da região, dentre eles Bálsamo, Mirassolândia e Cosmorama. 

Registros:
  • Para a compra da primeira tesoura desencarceradora foi acionada a empresa Comatra, de Porto Alegre. O teste inicial foi feito no dia 15 de janeiro de 2004 usando-se um Fiat 157, doado pelo Ferro Velho São João. O evento foi coordenado pelo Capitão PM Paulo Sérgio Berto com a presença de e alguns convidados e autoridades dentre os quais o Prefeito Norair Cassiano da Silveira. Hoje a corporação tem 3 destas. 
  • TAXA DE SINISTRO: Esta foi criada para subvencionar despesas básicas do Posto de bombeiros de Tanabi tais como compra de computadores, mobiliário, instalação e manutenção de hidrantes, aquisição de equipamentos necessários e outros de interesse e necessidade da corporação. No início foram vários os vereadores contra a instituição da citada taxa, depois, se conscientizaram da necessidade dela. Hoje a taxa está incorporada no carnê de IPTU, totalmente revertida em favor da comunidade. 
  • A corporação de Tanabi participa ativamente de cursos especializados visando o aprimoramento dos serviços oferecidos pelo Posto de Bombeiros de Tanabi, registrando extensa grade de atendimentos em favor da preservação da vida, atendimento a acidentes de várias naturezas, em especial automobilísticos, captura de animais em situação de risco, apreensão e cuidados com animais diversos, combate a incêndios, palestras educativas sobre temas de interesse da corporação e a presença marcante na vida e no cotidiano dos cidadãos tanabienses. 
  • Primeira turma de Bombeiros Voluntários de Tanabi: A primeira turma foi diplomada no dia 10 de abril de 2000, em S.J.R.Preto, onde houve o ‘batismo e foi coordenada pelo 13º Grupamento de Bombeiros de São José do Rio Preto sendo homenageadas várias pessoas. Foram Bombeiros Voluntários: Antonio Garcia Martines, André Augusto Garcia Martines, Carlos Roberto da Silva, José Francisco de Matos Neto, José Luiz Casagrande, Alberto Scrignoli Bento, Luciano Aguilera, Julio Donela Quiguii, Jussara M.Silva Selvante, Helio Gusson Camilo, Isabel Cândida da Silva Moraes, Fabricio José de Camargo, Adilson Pivaro Fiamenghi, Ricardo da Silveira Magri, Alessando Mendes da Silva e Heitor Marcel Martines.
  • Segunda turma de Bombeiros Voluntários de Tanabi: Aconteceu no dia 6 de abril de 2002. Turma “Carlos Roberto Batista” e contou com a participação de autoridades locais entre os quais como convidado o senhor Amadeu Menezes Lorga – pai do Bombeiro Voluntário e Juiz de Direito da Comarca Dr. Ricardo de Carvalho Lorga - que foi o orador da turma, com a presença do Tenente Coronel Antonio dos Santos Antonio, o Subtenente Dagoberto, chefiando a PM de Tanabi, o prefeito Norair Cassiano da Silveira, o vice-prefeito Florindo Galvani e outros. Na oportunidade foi entregue cartão de prata em agradecimento ao comandante Paulo César Berto, pelos serviços prestados à corporação. A cerimônia se deu na Praça central João de Melo Macedo onde também aconteceu o ‘ batismo ‘ da turma e demonstrações práticas. O evento contou com o incentivo do 1º Tenente Comandante do Posto de bombeiros de Mirassol Sandro Yukio Kubo. Bombeiro Voluntários: Ailton Alves de Novais,Carlos Lopes Ribeiro, Donizete Moreno da Silva, Elizeu Diogo Romano, Fabiana Cristina Fregoneze, Genesio Ferreira Bernardo, José Tadeu de Luca, Júlio Cesar de Oliveira, Luiz Antonio Vieira Custódio, Odair Socorro do Nascimento, Paulo Cesar Barbosa, Ricardo de Carvalho Lorga, Roni Carlos Silvério de Paulo, Sergio Magri, Wagner Piovesan e Walter de Jesus Piovesan. Comandava a Policia Militar o Subtenente Dagoberto. Comandava a PM local Arnaldo do Nascimento. 
  • A comunidade local, por quotização, colaborou no levantamento de valores para as despesas do preparo do fardamento de alguns voluntários. 
  • O Corpo de Bombeiros de Tanabi foi inaugurado no dia 12 de dezembro de 2004 e contou com a presença do Comandante Geral do Corpo de Bombeiros de São Paulo José Paca de Lima, do prefeito Norair Cassiano da Silveira, do presidente da Câmara Florindo Galvani, do Juiz de direito da comarca Dr. Ricardo de Carvalho Lorga e outras autoridades. A cerimônia foi no prédio do Corpo de Bombeiros às 10:00 horas. Após foi oferecido coquetel aos presentes. 

Participaram ativamente do processo da criação e instalação do Corpo de Bombeiros de Tanabi o 3º Sargento Donizete Aparecido Montanhini que fazia os contatos básicos e fundamentais entre as autoridades locais, o GB de S.J.R.Preto e comando de São Paulo; o professor Antonio Caprio, Secretário da Prefeitura a quem coube criar os projetos, elaborar os processos, coordenar a movimentação da documentação e contatos e organizar os eventos gerais; o comandante do GB de São Paulo Coronel Jair Paca de Lima; o senhor Norair Cassiano da Silveira como prefeito municipal; o PM Ezequiel Divino Cavassani relativo ao segundo grupo de bombeiros voluntários, bem como outras pessoas da cidade de Tanabi , S.J.R.Preto e Mirassol. 

Do trabalho de muitos hoje aí está a corporação prestando grandes serviços à comunidade sendo o responsável pelo salvamento de muitas pessoas e patrimônios particulares e públicos, além de um orgulho para Tanabi. Os agradecimentos comunitários a todos que ajudaram a tornar real este importante empreendimento. 

Algumas fotos:

inauguração

visão frontal do prédio


inauguração 12/12/2004