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terça-feira, 7 de março de 2017

TANABI DE ANTANHO

Um passeio no tempo.

(estudo sociológico e genealógico sobre a formação da comunidade tanabiense com base no livro Álbum da Comarca de Rio Preto – 1927-1929)
Parte 1 :

I – Introdução:

Os senhores Abilio Abrunhosa Cavalheiro e Paulo Laurito, ambos de Rio Preto, concluíram em 25 de setembro de 1924, um magnífico livro histórico contendo 1153 páginas que foi denominado Álbum Ilustrado da Comarca de Rio Preto, 1927- 1929 medindo 23×32 centímetros e em capa dura, imitando couro. Neste período o nome do município era Rio Preto, depois modificado para São José do Rio Preto. Foram lançados poucos exemplares e tenho o privilégio de possuir um volume em meu acervo. Depois foi lançada uma segunda edição e esta foi prefaciada por Roberto do Valle. Abrange Rio Preto, Mirassol, Tanabi, Monte Aprazível, Nova Granada, Potirendaba, José Bonifácio e os distritos de então. É ilustrado com centenas de fotos num arquivo impressionante de imagens de pessoas, logradouros públicos abrangendo personagens, costumes e retratando pessoas que ajudaram a desbravar e construir esta imensa região.




  • O sistema do registro desta pesquisa obedecerá o seguinte: 
  • Quando for citação do livro Álbum Ilustrado da Comarca de Rio Preto a descrição fluirá normalmente com as devidas informações. 
  • Quando houver modificação, com relação ao tempo presente, a descrição seguirá com o sinal * (asterisco – bolinha ) 
  • A linguagem (grafia) será adaptada e atualizada. 
  • O objetivo maior deste trabalho é preservar e facilitar a difusão e o conhecimento das pessoas voltadas para nossa História das informações contidas no precioso livro. 
  • Com base, em especial neste livro, vou destacar Tanabi, com enfoque ao que se inicia no Capítulo XVII, páginas 1071 a 1103, abrangendo a sede, a Villa Monteiro e Villa Américo de Campos que compunham os domínios de Tanabi enquanto município.



Foram preservadas a sequência e as informações contidas no livro de forma a que sua estrutura seja mantida, independente de choques com outras informações e outros dados recolhidos posteriormente ou descobertos por pesquisadores da historiografia de Tanabi. 

Hoje a comarca ostenta apenas Américo de Campos e Cosmorama. 

Começa o texto com um pequeno histórico sobre Tanaby (o nome era assim grafado e assim permaneceu até 1940). Registra que um dos mais antigos desbravadores foi o senhor José Alves Ferreira, que veio a ser avô de Joaquim Tito Costa, um dos mais antigos moradores da região, vindo das rechãs mineiras e se fixando em terras devolutas do Estado de São Paulo denominado “Viradouro”, próximo do que é hoje Cosmorama. Era Viradouro porque a estrada (picada) ia até a região e dali os viajantes voltavam, ou viravam num retorno natural. Destaca que a região era denominada “ alto e baixo Jatahy” abrangendo terras entre os rios Preto, Turvo, Grande, Paraná, São José dos Dourados e Tietê com aproximadamente doze mil quilômetros quadrados. Jatahy era e é o nome do rio que praticamente atravessa a região, nascendo no alto da Fortaleza segue dividindo a cidade e indo desaguar no rio Preto. Foi simplificado para ‘ Jatai”. Dá como primeiro habitante fixado nas imediações do que hoje é a rodoviária, Joaquim Chico, que tinha pequena “venda” nas margens da estrada que veio a ser chamada “Estrada do Taboado” local onde hoje está um campo de bochas na Rua Sete de Setembro. Ele morava nos cômodos dos fundos da construção. 

O álbum cita o fundador como da raça “tamoya”(p.1074) que depois ficou definido como sendo um caiapó, por parte de mãe, com pai português, portanto um mameluco. Já era registrado o nome do italiano Polinice Celeri que se tornou em peça importante na criação e fundação do Arraial do jatahy. O livro fixa que a data da fundação do arraial foi em junho de 1887, data que foi depois, pela lei municipal número 14, de 29 de junho de 1949, oficializada como sendo o dia 4 de julho de 1882, quando era o prefeito da época o Dr. Ary Terra Sócio. A data foi fixada com base em estudos e pesquisas feitas pelo senhor Sebastião Almeida Oliveira, cartorário na época e que se dispôs a definir a data da fundação, até então sem fixação. Não tive acesso a tais documentos, mas pela seriedade e capacidade da autoria da pesquisa não se colocou nenhuma objeção. Normalmente as histórias de nossos municípios antigos nasciam de tradições orais e até lendas que, com o tempo, foram sendo definidas e fixadas de forma mais correta e correspondente à verdade. As distorções são justificáveis, visto que elas eram repassadas aos autores do livro ou da pesquisa de forma auricular (ouvi dizer que….); oral: minha avó contava; as pessoas dizem, etc, e raramente por meio de escrita e que constavam da tradições orais das comunidades envolvidas. 

Fato importante para o surgimento e formação da comunidade tanabiense foi a guerra do Paraguai, que aconteceu entre dezembro de 1864 e março de 1870, onde inúmeras famílias se instalaram na região da Fortaleza, no alto do Jatahy, vindas de Minas Gerais e Mato Grosso, assustadas com a aproximação das tropas paraguaias comandadas por Solano Lopes e participantes do conflito chamado Guerra do Paraguai ou Guerra Cisplatina, envolvendo Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, que durou cerca de cinco anos, cujos soldados chegaram até o atual Mato Grosso do Sul. O Brasil envolveu cerca de 160 mil soldados, com 50 mil óbitos e milhares de inválidos. Importante conflito se deu no dia 11 de junho de 1865 e chamada de Batalha do Riachuelo. Com isso, a região do alto do Jatahy recebeu migrantes de Mato Grosso (atual do Sul) e Minas Gerais, que transpuseram o Rio Paraná e Rio Grande, composta na maioria de imigrantes portugueses e espanhóis que naquela região foram alocados pelo sistema de imigração brasileiro em ação desde 1800. 

Somaram-se estes migrantes aos já ali instalados os Carvalhos, os Silveira, os Ferreira Lemos, os Soares da Costa, os Botelhos, os Vasconcelos, os Seixas Ribeiro, os Ramos da Costa, os Alves Ferreira, os Maldonados, os Bassoral, os Paula Ribeiro, os Cunha Moraes, os Silva, os Peres, os Rozendo, os Pereiras, os Bataglias, os Peres de Souza, os Celeri, os Barbosa Amaral, os Ávilas, os Ferreira Lemos, os Oliveira e muitos outros. Pouco a pouco a região antes apenas uma jângal(mata) natural se tornava apinhada de colonizadores que em breve iria se constituir na população jatayense e depois tanabiense ( do livro Subsídios para a História de Tanabi). 

A Villa Américo de Campos era denominada “Água Parada “ e a Villa Monteiro era a antiga Marinheiro e atualmente Álvares Florence. 


PARTE 2 – A formação da comunidade Jatayense: 

Por necessidade natural, os habitantes do Jatahy perceberam que precisavam se organizar, visto que a cada dia chegavam mais imigrantes e migrantes em busca das ricas terras paulistas e devolutas do Estado de São Paulo, ameaçando suas posses. Sob a tutela do italiano Polinice Celeri, organiza-se o “arraial”, sendo o condutor dessa ação o mameluco Joaquim Francisco de Oliveira, o Joaquim Chico, filho de Francisco de Paula Oliveira, que tinha posse de propriedade na região hoje denominada Cachoeira dos Felícios, alto do Malhador, onde instalara um bem montado alambique produzindo cachaça e açúcar, e que tinha como companheira a índia guarani Anna, trazida quando da fuga do marido da ameaça de Solano Lopes, com quem teve os filhos Francisco e Manoel. Depois de definidas as estratégias, Joaquim Chico fez contato com os padres do seminário de Nossa Senhora Mãe dos Homens, em campo Belo, Minas Gerais, atual Campina Verde e foi celebrada missa onde se denominou o local de “ Capela de Nossa Senhora da Conceição do Jatahy”, cuja data está ainda se, definição exata sendo depois fixada a data da fundação no 04 de julho de 1882. Os padres se dirigiam, em ação missionária, ao Forte Itapura e região do Avanhandava e Tanabi ficava no roteiro deles. 

No dia 12 de julho de 1902 foi o arraial elevado à categoria de Distrito Policial. Éramos neste momento vinculado ao Município de São José do Rio Preto, comarca de Jaboticabal e semanalmente era aberta sessão pública com um delegado ou subdelegado para ouvir e resolver os problemas na área da segurança pública. Atuou neste processo o senhor Daniel da Cunha Moraes na qualidade de escrivão de polícia. Como subdelegado atuou Joao Batista de Lima, que estava no cargo, mas originalmente era suplente, constando, também os nomes de Joao Barbosa do Amaral e Antonio de Almeida Funchal. Somente em 1927 é que assumiu o Dr. Durval Goes Monteiro como delegado titular. Estes dados constam do livro de Sebastião almeida Oliveira – subsídios para a História de Tanabi, p 30. 

Corre o tempo e continua o Álbum Ilustrado da Comarca de Rio Preto a registrar seus fatos, e na página 1075 grafa a Lei Estadual número 992, de 01 de agosto de 1906, que cria o Districto de Paz de Tanaby, pertencente à comarca de Rio Preto, que foi sancionada pelo então presidente do Estado de São Paulo Dr. Jorge Tibiriçá e também assinada pelo Secretário de Governo, Dr. Gustavo de Oliveira Godoy e pelo senhor Tiburtino Mondin Pestana. A instalação se deu no dia 09 de janeiro de 1907. Lá estavam os senhores José Alves Magalhães e Bernardino Mendes de Seixas, juízes de paz, o coronel Adolpho Guimarães Correa, Presidente da Câmara de São José do Rio Preto e inúmeras autoridades e pessoas gradas da comunidade. Com este ato, a Capela do Jatahy passou a denominar-se Tanaby, por proposta do intendente de Rio Preto Coronel Adolpho Guimarães Correa e se tornava no primeiro distrito da região rio-pretense. O limite se iniciava nas cabeceiras do Córrego do Bálsamo, por este abaixo até o Rio Preto, dai em rumo direto até o Rio Turvo, e por este abaixo até o Rio Grande, por este abaixo até o córrego do São José dos Dourados, por este acima tudo quanto verte, até a barra do Tatu ou Ipê, daí em rumo direito até à cabeceira do Bálsamo onde teve início estes limites, conforme definia o artigo 2º da citada lei. O povoado do Tanaby caminhava, desta forma, celeremente, para ocupar seu espaço definitivo na região do Alto do Jatahy, noroeste do Estado de São Paulo, em plena jângal(mata) dominada pela vegetação tipo cerrado, cerradinho e cerradão, que já foi o segundo bioma da América do Sul. Num outro salto, Tanabi passou à categoria de Vila por força da Lei número 1058, de 19 de dezembro de 1906.

Esta-pesquisa-resumo está se referindo ao Álbum Ilustrado da Comarca de Rio Preto, 1917-1929. Vamos continuar. 

Na página 1076, vemos notícia informando que pela lei estadual de número 2009, de 23 de dezembro de 1924, foi criado o município de Tanaby, localidade servida pela Araraquarense (estrada de ferro-EFA) e que dista 551 quilômetros da capital e que é atravessada pela estrada de rodagem para autos e boiadeira ( Taboado) que ligam Rio Preto ao Porto do Taboado, no rio Paraná. 

A distância entre Tanabi e a capital São Paulo era de 551 quilômetros porque era uma estrada de terra batida. Hoje são 477,4 quilômetros por rodovia pavimentada. A estrada boiadeira passava pela atual rua Sete de Setembro, também denominada Estrada do Taboado. 
Prédio da antiga Câmara e Prefeitura que existia em local hoje ocupado por residência na rua Coronel Joaquim da Cunha, entre as ruas Coronel Militão e Dr. Cunha Júnior.




PARTE 3 – Continua o álbum (1927/1929):

Tanabi limita-se com os municípios de Monte Aprazível, Mirassol, Rio Preto, Estado de Minas Gerais e Mato Grosso. Pertence à comarca de Rio Preto o município de Monte Aprazível. A sede é ligada por linhas de telefone e bom centro de comércio. A produção agrícola conta com inúmeros cafezais, cereais como arroz, engenhos que beneficiam milho e feijão, algodão, cana de açúcar e aguardente, com boa plantação de mandioca, fumo, etc. Há inúmeras invernadas de gado e existem inúmeras engordas de porcos. As terras registram grandes variedades de madeira de lei, angicos, aroeira e são vermelhas, roxas, rosa, com bastante argila em suas estradas de terra-batida que retêm água na época de chuvas formando extensas poças d’água. As terras são de bom preço chegando a três contos de réis a um conto e quinhentos mil réis por alqueire. As mais distantes da sede alcançar cerca de 300 contos de réis. É grande a colônia espanhola.

No período de 1927 a 1929, nosso Álbum informa na página 1077, que Tanaby pertencia à comarca de Rio Preto, e que por força do Decreto nº 3.965, em reforma judiciária, passou a pertencer ao município de Monta Aprazível. Havia uma coletoria estadual, um cartório de paz e registro civil e uma agência de correios de 4ª classe, recebendo correspondência diária.

Na mesma página é informado que atravessa Tanaby estrada de rodagem que parte de Barretos e vai até os campos mato-grossenses e que Tanaby era ligado a Rio Preto por estrada de terra batida com pouco mais de cincoenta (50) quilômetros e a Monte Aprazível cerca de vinte e três quilômetros (23), esperando-se a instalação de estradas oficiais entre estas cidades para o trânsito de autos. Na verdade, eram verdadeiras picadas sem muita delineação. 

Isto indica que em tais estradas era comum o tráfego de carroças, carros-de-bois e não autos ( raros automóveis e algumas jardineiras). 

O Álbum ainda nos informa que a comunicação nos anos de 1927/1929 entre os municípios da região era precária e por esta razão a existência de indústrias era bastante rara. A energia elétrica era produzida por usinas tocadas a vapor e alimentava três máquinas de beneficiar café e arroz, com grande capacidade, fábrica de tijolos, telhas, aguardentes e açúcar. Havia na cidade oficinas mecânicas, sapatarias, duas alfaiatarias, dois hotéis e uma pensão, além de três farmácias, dois açougues, quatro barbearias, uma relojoaria e duas selarias.

A imprensa registrava em Tanaby a circulação de seu primeiro jornal em 1º de maio de 1925, fundado pelo senhor José Baptista de Carvalho com o título “ O Direito ” e com oficinas próprias. Em sua segunda fase passou a denominar-se “Comarca de Tanaby” sob a direção do senhor José Augusto Bartholo em 1927 e depois sob a orientação do senhor Benedicto Sampaio com o título de “ Cidade de Tanaby” e com circulação aos domingos.

A paroquia de Tanaby era regida em 1927 pelo pároco Agostinho dos Santos Pereira data em que passou a ser de responsabilidade do padre Manuel Pinheiro.( página 1078). Até este ano era o terceiro juiz de paz o senhor Firmino Justino da Silva e o cartório de paz passou a ser dirigido pelo senhor Sebastião Almeida Oliveira, nomeado por decreto de 30 de janeiro do referido ano. Em 1924 o cartório registrou 107 casamentos, 157 óbitos e 225 nascimentos; em 1925 86 casamentos, 129 óbitos e 296 nascimentos, em 1926 78 casamentos, 133 óbitos e 366 nascimentos e em 1927 92 casamentos, 167 óbitos e 371 nascimentos. (páginas 1078 e 1079). Funcionava regularmente o Cine Rio Branco, propriedade da família Vargas.

Segundo nosso Álbum, a Câmara Municipal de Tanaby em 1927 era presidida pelo senhor capitão Daniel da Cunha Moraes e tinha como vice-presidente Augusto Manoel Elias Abufares. Era prefeito o senhor Dr. José Barbosa Lima, secretário Manuel Pereira Leal e membros os senhores Gabriel José de Oliveira e Militão Alves Monteiro. O Diretório Político tinha como presidente o senhor Coronel Militão Alves Monteiro, vice-presidente Daniel da C unha Moraes, secretário Francisco Laurito e membros os senhores Jerônymo Alves Monteiro, Marcilio Cezário de Magalhães, Manuel Pereira Leal e Jerônymo Fortunato Alves Pereira.

Em nosso Álbum, ainda nas páginas 1079 e 1080, Tanaby apresentava os seguintes destaques policiais:

O primeiro Inspetor de Quarteirão foi o capitão Delmiro Correa que residia em Rio Preto e nomeado em 1889. Os instrumentos de disciplina dos presos consistiam em ‘gemmas’ e ‘tronco’ e os pacientes eram conservados detidos , fortemente amarrados no tronco de uma árvore, vez que não existia prédio para servir como cadeia pública. O distrito policia de Tanaby foi criado no governo de Campos Salles sendo seu primeiro subdelegado o capitão João Barbosa do Amaral e os primeiro suplentes eram os senhores João Baptista de Lima e Antonio de Almeida Funchal. 

“gemmas” eram goeleiras de metal que ficavam presas com cadeados ao pescoço do preso, chamado de paciente e ligadas ao tronco da árvore. 

O tronco ficava onde é hoje o terminal rodoviário. No local, bem depois, foi construída a famosa ‘ cadeinha’, prédio pequeno com dois pavimentos, onde na parte superior ficava a administração, ligada ao solo por escada lateral e embaixo a cadeia, composta de uma sala fechada com pesada grande de ferro fechada com cadeados. 

Depois de instalado o Distrito de Paz, em 9 de janeiro de 1907, foi nomeado subdelegado de polícia, por ato de 1º de fevereiro do mesmo ano, o cidadão José Alves Pereira, servindo como escrivão de polícia o senhor Daniel da Cunha Moraes. Em 1927, Tanaby foi teve sua delegacia elevada de sexta para quinta classe e nomeado como primeiro delegado de carreira o Dr. Durval Goes Monteiro, auxiliado pelos senhores Olinto Rodrigues Penteado, servindo como escrivão de polícia e como primeiro e segundo suplentes os senhores Jerônymo Seraphim Monteiro, Antonio Santiago, Odilio de Lourdes e o subdelegado Manuel Garcia de Oliveira. Estes dados estão finalizados na página 1080. As autoridades recomendaram em documento que o local usado para detenção dos “pacientes” precisava ser reformado e higienizado.

PARTE 4 – Continua o Álbum – página 1080:

O primeiro jornal nascido em Tanabi foi fundado pelo senhor José Baptista de Carvalho, sendo impresso em Rio Preto e intitulava-se “ O Município de Tanaby “. Mais tarde e pela mesma pessoa, foi fundado “ O Direito “, em 13 de maio de 1925, com oficinas próprias. Em segunda fase recebeu o nome de “ Comarca de Tanaby” sob a orientação e direção do senhor J.Augusto Bartholo, e em 1929 passou a pertencer à Câmara Municipal sob a direção do senhor Benedicto Sampaio, passando a denominar-se “ Cidade de Tanaby”, com circulação semanal.
O Distrito de Paz de Tanaby, decretado em 1906, foi solenemente instalado no dia 9 de janeiro de 1907, conforme ata de instalação, e seus primeiros juízes de paz foram os senhores José Alves Magalhães, Polinice Celeri e Bernardino Mendes de Seixas e primeiro escrivão de paz interino foi o senhor Nicolau Lerro, mais tarde efetivado no cargo.Com a desistência deste, foi nomeado o senhor Francisco Zepherino do Carmo em data de 6 de novembro de 1910, o qual faleceu algum tempo depois, sendo nomeado em 22 de janeiro de 1918 seu substituto o Dr. Manuel Antonio Pereira Lima, que tomou posse em 21 de fevereiro de 1918. Em 1922 foi nomeado para exercer o cargo, por desistência do Dr. Pereira Lima, o senhor Francisco Laurito, que renunciou, assumindo o major Vergilio Lucio de Lima, pelo decreto de 26 de maio de 1925, tomando posse em 19 de junho seguinte.

Por desistência do titular, foi nomeado para o cargo o senhor Sebastião Almeida Oliveira por portaria datada de 10 de janeiro de 1928. Atuaram interinamente os senhores Nicolau Lerro, João Zepherino do Carmo, Raul Pereira Lima, Francisco Almeida Viegas e Donozor Almeida Viegas.

A primeira escritura lavrada, destaca o Álbum na página 1081, foi de compra e venda no dia 14 de maio de 1907. O primeiro casamento teve como consortes Manuel Antonio da Costa e D. Francisca de Campos Bicudo realizado em 12 de janeiro de 1907. A primeira criança a ser registrada foi o menino Jerônymo filho de Augusto Estevão e d. Euclydia Maria de Jesus em 26 de janeiro de 1907. Abriu-se prazo para emissão dos documentos de nascimento e casamento sem multa e em 1907 foram feitos 236, casamentos 58. Óbitos foram 8. Em 1928 foram feitos os seguintes registros: Nascimentos 456; casamentos 98; óbitos 195. Escrituras lavradas foram 169; outros títulos 98 e procurações 256.

Ainda na página 1081 é informado que em 25 de setembro de 1926 foi inaugurada a luz elétrica em Tanaby. O gerente da empresa era o senhor José Gonçalves de Oliveira que iniciou seu trabalho em 01 de abril de 1925. A geração era feita por usina a vapor com força motriz de 220 v. e 8 HP para tocar dínamo de 29 amperes e 30 quilowaths. Eram alimentadas 60 lâmpadas de 60 velas no serviço público e 90 consumidores particulares. 

É interessante como o Álbum descreve, tecnicamente, nossa geografia de forma descritiva. Veja o que é dito na página 1081: 

Lembro que a grafia Tanaby aqui usada (antiga) permaneceu com “y” até a década de 40. 

O Município de Tanaby, pertencente à comarca de Monte Aprazível e registra uma incrível área de 12 mil quilômetros quadrados. É circundado por caudalosos rios, quase todos navegáveis. A forma territorial de Tanaby é ablonga e irregular medindo cerca de 45 léguas de extensão. É de intensa vegetação rasteira, tipo cerrado, ideal para o plantio de café e pastoreio de gado. A altitude média do município varia de 450,500 e até 600 metros com um clima salubérrimo invejável. Faz divisa com as seguintes fazendas: Perobas, Fortaleza, Nova, Taquarussú, Jatahy de Cima, Jatahy de Baixo, Cachoeira dos Felícios, Cachoeira dos Tomases, Marinheiro de Cima, Marinheiro do Meio, Marinheiro de Baixo, Santa Rita, Ponte Pensa, Araras, Santo Antonio do Viradouro, Barra Mansa, Piedade, Águas Paradas, Água Amarella, Água Vermelha, Invernada, Marimbondo, Japurá, Prata e outras. Tem, além da cidade, as seguintes povoações e patrimônios congregadores de gente e civilização: Vila Américo de Campos e Villa Monteiro, sedes de distrito de paz; Porto do Taboado, célebre entreposto por onde se canalizam as nossas boiadas destinadas a Barretos e outros pontos, e também ponto estratégico e defensivo de primeira ordem. Viradouro e Villa Carvalho, à margem da Estrada Boiadeira; Villa Cristina, Santa Helena e Barra Mansa, focos esparsos de futuras cidades. ( p.1081).

E continua na página 1082:

Tanabi divisa com Mirassol, com Nova Granada, separada pelos rios Preto e Turvo, com o Estado de Minas Gerais, pelo rio Grande, com o Estado de Mato Grosso, pelo rio Paraná e com o município de Monte Aprazível. Cortada pela Estrada do Taboado, diametralmente, Tanaby serve de passagem por grandes boiadas e ostenta enormes pastagem para receber o gado em viagem e imensos cafezais.



O município é banhado por uma rede imensa de rios, riachos e aguadas límpidas e atraentes. Rios piscosos e ribeirões com uma imensidade de nascentes que brotam em profusão em toda sua extensão, dentre eles o São José dos Dourados cuja nascente está nas proximidades de Mirassol, cujo leito sinuoso e irregular serve de traço fronteiriço com as cidades de Monte Aprazível até sua desembocadura no rio Paraná. Por sua vez, o rio Turvo, com nascentes na região de Jaboticabal, depois de receber o rio Preto, delimita o município de Tanaby e ostentando ricas cachoeiras. O rio grande, leno e caprichoso, senhor de sua majestade, caminha sereno para o oceano, cria a famosa ‘ Cachoeira dos Índios” em terras de Tanaby. O Jatahy, que empresta o nome para a cidade de Tanaby, originalmente Jatahy, nascido no alto da Fortaleza, tem seus braços como os rios Piedade, Marinheiro, Águas Paradas, Santa Rita, alguns que emprestam seus nomes a nascentes comunidades.
A agricultura, diz o Álbum na página 1082, brota nas ubérrimas terras, com batalhões de cafeeiros, ouro verde, fator de riqueza nacional, contando-se aos milhares, aos milhões, em franca produção indicando franco futuro a este recanto paulista. Vários cereais são produzidos em larga escala dadas às excelentes qualidades das terras.

Painel desenhado pelo farmacêutico tanabiense João Vargas Filho datado de 10 de outubro de 1941 retratando Tanabi por volta da década de 1925. É ilustrado por poema de João de Mello Macedo datado de 28 de fevereiro de 1925. Consta da página 117 do livro “ De Jatahy a Tanaby”, de Antonio Caprio.

PARTE 5 – e continua o Álbum na página 1082:

O comércio na cidade de Tanaby é bom em todos os dias da semana, incrementando-se nos domingos. Por sua posição à beira da Estrada do Taboado, é grande o movimento em suas principais casas comerciais dirigidas pelos Buchala, Marão, Honsi, Maluf, Sadala, Casa Progresso, Casa Lopes, Casa Torres e outros estabelecimentos de menor porte. A educação é supervisionada pelo professor Francisco Viola, dirigindo as Escolas Reunidas da cidade com várias classes especiais para ambos os sexos registrando frequência regular. Além das Reunidas funcionam mais duas escolas particulares ministrando as primeiras letras dirigidas à infância e regidas pelos professores José Tonioli e José Moreira da Silva.

Foleando o Álbum., na página 1083, registramos o seguinte:

A Delegacia de Polícia tem como delegado o Dr. Rodolpho Pereira, como escrivão Olyntho Rodrigues Penteado, como carcereiro da Cadeia Pública Antonio Modesto de Carvalho e no destacamento 12(doze) praças efetivos. A delegacia está instalada na rua Coronel Joaquim da Cunha e é dividida em três compartimentos distintos: sala da delegacia, sala e pateo para presos, com duas celas e salas para o quartel. A lotação é de um subdelegado de polícia, 2 suplentes de delegado e um suplente do subdelegado.

No período de 1927/1929 eram as seguintes as ruas da cidade: rua Cel Militão Alves Monteiro, Cel Joaquim da Cunha, Dr. Altino Arantes, Dr. Gabriel Lessa, Dr. Carlos de Campos, Dr. Francisco Junqueira, todas apedregulhadas: Capitão Daniel da Cunha Moraes, Dr. Antonio Olympio, Dr. Raphael Sampaio, Dr. Washington Luís e Avenida nº 5, abauladas. Praça da Matriz nova e Praça da Matriz velha.

A Parochia de Tanaby tinha como vigário o padre Manuel Pinheiro. Era padroeira da cidade Nossa Senhora da Conceição. Tinha a igreja da sede e das povoações de Villa Carvalho, Villa Monteiro e Villa Américo de Campos. O primeiro juiz de paz, para o no triênio 1029/1032 foram escolhidos os senhores José Vendramini, 2º juiz de paz José Seraphim Monteiro, 3º juiz de paz Firmino Justino da Silva, escrivão de paz o senhor Sebastião Almeida Oliveira. O primeiro juizado de paz de Tanabi foi nomeado em 1907. 

A expressão paróchia era assim grafada. (igreja) 

A população de Tanabi, diz o Álbum, era de 2.000 almas, suburbanas 1.000 almas. Na parte rural eram 30.000. A cidade registrava 100 prédios e nos distritos 90 e nas fazendas 500. Era concessionário do Porto do Tabuado o senhor João Alves Moreira Lara. O Agente de jardineiras era o senhor Nestor Bianzon e havia linhas regulares para Rio Preto duas vezes ao dia; para Villa Carvalho em dias alternados(ida e volta) e para a Villa Monteiro também em dias alternados com ida e volta.

No ano de 1928 foram realizadas 267 escrituras, 255 procurações, 8 casamentos, 455 nascimentos e 195 óbitos.

Eram contribuintes do imposto de indústria e profissões com secos e molhados e fazendas os senhores: Affonso Luiz Bessa, Aziz Maluf, Abraão José Cury, Amélio João & Irmãos, Abrão Jorge Abud, Aziz & Jorge, Américo Malteze, Antonio Freres, Antonio Soares Mombim, Antonio Abrão, Buchala & Irmãos, Canãa Antonio, Dante Celeri, Elias Marão, Antonio B.Peres, Hugo Fabbri, Hygino Violin, Jerônimo Pedro de Brito, José Baptista Diniz, José Jorge Sarkis, José Alias Sahibud, José Passarão, Manuel Antonio Alves, Nicolau Madi & Nassar, Rachid Abrão Jorge, Salim Honsi, Ernesto Lopes, Luiz Rodrigues & Irmão, Ramão Garcia, Vicente Vieira Lopes, Américo Maltezze, Antonio Amaro e Aberto Thomaz.

Atuavam com o ramo de sapatarias Arthur de Souza Mourão, Izidoro Tasca, Jorge Buchala, José Alves da Costa e Octávio da Silveira. Como dentistas atuavam os senhores Pedro Matheus de Assis, Sebastião Vieira de Andrade, Jovino Rodrigues de Paiva, Raymundo Pessoa, Astrogildo Dolácio, Norberto Nogueira e Oswaldo de Oliveira. Com bombas de gasolina atuavam Hygino Violin, Germano Cestini, Ernesto Lopes e Aziz Maluf. Eram médicos os senhores Dr.José Barbosa Lima, Dr. Francisco Xavier de A Júnior, Dr. Paulo Pompílio de Abreu. No ramo de selaria era registrado o senhor José Pastore.

Ainda na página 1084, o Álbum registra os seguintes nomes com farmácia: João de Mello Macedo, João G. de Oliveira Portugal, Francisco Vargas, Oswaldo de Oliveira e Norberto Nogueira. Eram agrimensores Aristides Fabbri, Jerônymo Villas Boas, Pedro Baptista, Alfredo Baptista e Guarino Basso. No ramo de alfaiataria atuavam os senhores Jovino Rodrigues Alves, Ernesto Bilia e Paulino Rodrigues. No ramo de açougue era registrado o senhor Egydio Rodrigues Alves. Com barbearia atuavam os senhores Luiz Martins Barbosa, Pedro Salina, Ignacio Padui e Julião Maximiano da Silveira. Eram carpinteiros Alfredo Lopes, Germano Permissa e Antonio Lourenço. Com máquinas de café e arroz atuavam os senhores Vendramini & Companhia, Guerreiro & Companhia e Tabachi & Catinni. No ramo de serrarias atuavam Antonio Bilia, José Galiano, em Villa Carvalho, e Hermegildo Violin. No ramo de padaria atuava o senhor Arthur de Lima Brito no de bar os senhores Antonio Santiago, José Melhen e João Vargas.

PARTE 6 – Tanaby registrava inúmeras atividades comerciais:

O Álbum traz os nomes e alguns detalhes da população tanabiense nos anos de 1927 a 1929. As listas são verdadeiros tesouros sobre a genealogia de nossos tanabienses de ontem que construíram os alicerces do que é Tanabi hoje. 

Detalha a geografia, a hidrografia, a sociologia e os interesses da comunidade nascente e nos dá, como num filme preto e branco, a linha do tempo sendo por eles percorrida. 

Ainda na página 1084 são citados os proprietários de engenho de cana que são: Anna do Carmo da Silveira, Aleixo Soares do Nascimento, Antonio Teixeira da Silva, Antonio Gonçalves Marques, Benedito João Evangelista, Belisario Bernardo. Buchala & Irmão, Cristovão Francisco Furtado, Cândido Spínola Castro, Camilo Luiz, Deodato Antonio da Silveira, Eduardo Alves Ferreira, Egydio Alves Garcia, Esán Francisco Queiroz, Florêncio Ramos, Fausino Ramos, Francisco de Paula Oliveira, Francisco Manuel de Oliveira, Hylario Alves Garcia, Jerônimo Moreira Ancelmo, Jerônymo Jutino da Costa, José Pastore, José Manoel Pereira, José Francisco dos Santos, José Costa dos Santos, José Joaquim Prata, José Tavares de Souza, José Sant’Anna de Oliveira, José Sant’Anna, José Said Simão, José Luiz da Silva, José Dias de Oliveira, João Bernardo Sobrinho, João Rodrigues de Souza, João Amândio da Silva, João Alves de Macedo, João Cândido Lopes, Joao Pereira dos Santos, João Gonçalves do Nascimento, João Mariano Vieira, Joaquim Muniz, Joaquim José dos Santos, Joaquim Gonçalves Rodrigues, Joaquim Gonçalves Ferreira, Joaquim Lourenço Cardoso, Luiz Gomes, Limirio Gomes da Silva, Laudelino Vieira de Carvalho, Marciano Maciel da Silva, Marcolino José Coelho, Manuel Alves Machado, Manuel Costa, Othoni Florentino de Oliveira, Lourenço Piveta (herdeiros), Sebastião Archanjo da Silva, Victorio Stachissini e João Gonçalves.

Eram os seguintes os proprietários de olarias: Pedro e Alfredo Viegas Baptista, Antonio Joaquim Baptista, Antonio Garcia Fontoura, Cesário Penão , Clemente Baratella, Camillo Luiz, Daniel da Cunha Moraes, Francisco Luiz Correa, Innocêncio Caffer, Israel Francisco Thomas, Jerônymo de Paula Ribeiro, José Maria Firmino, José Sant’anna de Oliveira, João Vicente Correa, Joaquim Cardoso, Leopoldina Maria do Nascimento, Laurentino Vieira de Carvalho, Thomas de Carvalho, Vicente Cardoso da Silva e Plácida Maciel.

Atuavam com oficinas mecânicas e ferraria João Baccan, Francisco de Assis Monteiro e Francisco Pannucci. Eram donos de hotéis e pensões os senhores Manuel de Oliveira, Laudelino de Britto, Sebastião Domingues de Carvalho, Juvelina Gonçalves (Villa Carvalho) e João Gonçalves Freitas( Villa Américo de Campos). Era fabricante de gasosa (refrigerante) o senhor José Collevatti. Tinha agência de veículos Chevrolet o senhor Aziz Maluf e Wypeth o senhor Francisco de Assis Monteiro.
Na página são registrados 1085 mediante listagem de nomes moradores que alugavam seus pastos para as imensas boiadas que por aqui passavam e precisavam de descanso, aguada e pouso. 

O descanso do gado se dava nas pastagens próximas da cidade com ricas fontes de água para o gado. Os peões descansavam, se alimentavam e dormiam numa pensão que ficava na esquina das atuais ruas Jorge Tabachi com Sete de setembro. Era modesta, mas os peões se juntavam na porta da frente, ao luar, e faziam dedilhar dolentemente suas violas num canto regional. A referida pensão, de pau-a-pique, rebocada com saibro e coberta de telha paulistinha feita na olaria dos Celeri foi, infelizmente, demolida na década de 70. Os bancos à frente da casinhola eram de madeira rústica, mas que recebiam os violeiros e cantadores ao redor da pequena fogueira numa perfeita harmonia. A casa lembra exatamente o estilo da existente ao lado do Riacho do Ipiranga, na pintura de Victor Meirelles, retratando Pedro I no dia 7 de setembro de 1822. 

Lembro que uso a expressão Tanaby porque esta era a grafia do nome da cidade até 1940. 

Continuemos:

Eram os seguintes os proprietários de terras que alugavam suas propriedades em Tanaby nos idos de 1927/1929: Aristides Fabbri, Angelo Farinazzo, Agostinho de Paula Ribeiro, Adolpho Coalho de Oliveira, Alfrdo Maximiano da Silveira, Aleixo Soares do Nascimento, Antonio Joaquim Baptista, Antonio Farias, Antonio Claudino do Carmo, Antonio José Garcia, Antonio Sebastião da Silva, Antonio Cândido Borges, Antonio Pedro de Bessa, Antonio Alves Rodrigues, Antonio Mendes Gonçalves, Antonio Lourenço Filho, Antonio Rodrigues Machado, Antonio Rosa de Lima, Antonio Cândido Lopes, Antonio Gonçalves Marques, Belarmino Vieira de Souza, Balthazar Garcia, Benedito Alves Siqueira, Bernardino Alves da Costa, Bernardino Lemos da Silveira, Bento Augusto Rodrigues, Belchior Jose da Silveira, Cristovam Cervantes, Cristovão Francisco Furtado, Cyro Andrade, Carlos Langoni, Claudio Ferreira Chagas, Domingos Gonçalves, Delphino Rodrigues Machado, Domiciano Pedro de Oliveira, Deodato Antonio da Silveira, Evaristo Theodoro da Silva, Eduardo Alves Ferreira, Emilio Cruz, Ermelindo José dos Santos, Euzebio Maciel da Silva, Eugenio Caetano Carneiro, Egydio Ferreira Chagas, Ernesto Marques Ferreira, Fernando Gomes, Flávio Soares de Paula, Flávio Alves Garcia, Faustino Benedicto da Silva, Francisco Roberto Filho, Francisco Marçal de Carvalho, Francisco Ribeiro, Francisco Constâncio de Paula, Jerônymo Moreira Ancelmo, Cândido Lopes, Francisco Antonio Vicente, Francisco Antonio Maximiano, Francisco Alves Garcia, Francisco Alves Ferreira, Galdino Coelho de Oliveira, Gervasio Baptista Rodrigues, Herculano Domiciano da Silva, Hylario Alves Garcia, Hermenegildo Violin, Innocencio Maciel da Silva, Jerônymo José de Paula, Jerônymo de Paula Ribeiro, Jerônymo Moreira Ancelmo, José Baptista Penna, José Cândido da Costa, José Baptista Diniz, José Venâncio de Vasconcelos, José Prisciliano dos Reis, José Maria de Paulo, José Antonio de Oliveira, José Jerônymo de Paula, José Alves Brigidio, José Alves Correa, José Antonio Garcia, José Joaquim Pereira, José Amâncio da Silva, José Seraphim da Slva, José Baptista da Silveira, José Francisco dos Santos, José Antonio da Silveira, José Alves Capistrano, José Joaquim Prata, João Vicente Correa, João Bernardo Sobrinho, João Roberto dos Reis, João Baptista Ribeiro, João Alves Machado, João Alves Monteiro, João Pereira de Azevedo, João Claus e João Luiz de Oliveira.

Ainda na página 1086 encontramos como construtores de Tanaby os senhores Ricardo Dorna, Euclydes da Silva, Francisco de Souza, Germano Permissa e João Guerche Filho. O proprietário do cinema ( Cine rio Branco) era o senhor Francisco Vargas. O comissionário do matadouro era o senhor João Garcia de Oliveira. O zelador do cemitério era o senhor Alfredo de Campos. A empresa elétrica estava a cargo de João Gonçalves de Oliveira. A empresa telefônica era gerenciada pelo senhor Joaquim Ballarmino da Silva. A agência do correio era de responsabilidade de Dalila Dolácio Bomfim. A Coletoria Estadual tinha como coletor o senhor Clovis de Lima Paiva sendo o senhor Egydio Violin o escrivão. O Cartório de Paz era dirigido pelo senhor Sebastião Almeida Oliveira como escrivão e o senhor Basilio Almeida de Oliveira era o ajudante. A empresa funerária era gerenciada pelo senhor José Augusto de Souza.

Na Villa Monteiro( atual Álvares Florence) tinha como destaques Calil Feres de Carvalho, Ibrahim Mustapha, Juvenal Gonçalves, Leopoldina Maria do Nascimento. Em Américo de Campos, antiga Água Parada, se destacam Baptista Budin, José Said Simão, José Abdo & Irmão, José Baptista de Souza e Jose Elias.

A Câmara Municipal de Tanaby tinha como presidente o Coronel Militão Alves Monteiro; Vice-presidente José Alves Brigidio. Era prefeito o senhor Capitão Daniel da Cunha Moraes; Capitão Jerônymo Fortunato Alves Ferreira; Sub-prefeito João Batista da Silveira; Secretário Francisco Laurito; Vereador: Gabriel José de Oliveira; Tesoureiro Manuel Garcia de Oliveira; Secretário Eliezer Carlos de Oliveira; Fiscal Antonio Baptista de Andrade; Lançador Elisiário Floriano de Toledo e Porteiro João Barbosa do Amaral. A Villa Monteiro era dirigida pelo sub-prefeito senhor José Alves Brigídio e Américo de Campos pelo senhor João Baptista de Souza. 

Lembro que não havia, na época, os poderes Executivo e Legislativo separados. O grupo citado faz parte da “ Administração Municipal”, englobando os serviços da prefeitura( intendência) e Câmara. 

PARTE 7 – Políticos jatahyenses e tanabienses:



O Coronel Militão Alves Monteiro foi o primeiro prefeito (intendente) e o Dr. José Barbosa Lima foi o segundo prefeito em Tanabi após 1925. 



O vereador Augusto Manoel Elias Abufares foi um dos mais dinâmicos parlamentares do início da fase municipal. O Sr. João Alves monteiro era dinâmico comerciante e ativo na política local. 
O Coronel Militão Alves Monteiro era nascido em 25 de março de 1880 na cidade de Barretos, filho de Belizário José Monteiro e dona Maria das Dores de Jesus. Casou-se em 7 de maio de 1899 com dona Helena Alves Garcia vindo para Tanabi em 25 de outubro de 1913. Ingressou na política em 1914 concorrendo a cargo de vereador junto da Câmara de Rio Preto tomando posse em 10 de outubro de 1922 e representando Tanaby, assumindo logo depois a vice-presidência. Em 1925, depois de uma intensa negociação política por ele liderada, conseguiu a emancipação de Tanabi como município sendo seu primeiro prefeito. Presidiu o Diretório Municipal do PRP – partido Republicano Paulista, até 20 de novembro de 1928. 

Militão Alves Monteiro foi prefeito de 13.05.1925 a 10.08.1927 e de 07.11.1928 a 14.01.29 

Faleceu na cidade de São Paulo em 31 de março de 1938 e foi sepultado na cidade de Poá. Era portador do ‘ mal de Hansen “(lepra). 

O Dr. José Barbosa Lima era médico formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro chegando em Tanabi por volta de 1924. Era tenente-médico, passando a residir em Curitiba. Em Tanabi elegeu-se vereador em 05 de agosto de 1927 em ardilosa manobra política em vaga deixada pelo vereador Marcílio Cezário Magalhães, sendo substituto do Coronel Militão no cargo de prefeito(intendente) que renunciou ao cargo em 11 de agosto de 1927 para tratamento de saúde. Exerceu o cargo de 11 de agosto de 1927 a 06 de novembro de 1928. No Álbum é lhe prestada homenagem na página 1089. Ato imediato reassumiu o coronel Militão Alves Monteiro. 

Na área médica, o Álbum, em sua página 1088, presta expressiva homenagem ao primeiro médico residente em Tanabi, Dr. Xavier Telles, que também era jornalista e escritor. Nasceu na capital de Goiás em 16 de maio de 1878. Formou-se em medicina n Rio de Janeiro, exercendo o cargo em várias cidades paulistas. Foi autor do livro “ A Luta contra a velhice”. Exerceu, também, o cargo de deputado federal pelo estado de Goiás, prefeito na cidade de Pitangueiras em 1924 e era membro do Diretório Político de Barretos onde também foi prefeito. Veio para Tanabi a convite do coronel Militão Alves Monteiro aqui clinicando por vários anos.

Na página 1090, o Álbum presta expressiva homenagem ao vereador Augusto Manoel Elias Abufares, nascido em Rio Preto e filho de Manoel Elias Abufares e d. Caleik Daher Daud. Casou-se em 13 de setembro de 1926 em Tanabi com d. Pilar Ribas. Foi um dos vereadores mais dinâmicos e produtivos do primeiro período do município de Tanabi. De igual forma é prestada homenagem ao senhor Sebastião Almeida Oliveira, nascido na cidade de Monte Azul Paulista em 8 de março de 1904, filho de José Almeida Oliveira e d. Augusta Antonia de Jesus. Era formado em agrimensura. Assumiu em 10 de janeiro de 1928 o cargo de Cartorário de Tanabi, cargo esse que permaneceu até sua aposentadoria.

Nas páginas 1091 e 1092, o Álbum presta homenagem ao senhor João de Mello Macedo, nascido em Santa Rita de Cássia em 8 de fevereiro de 1905 filho de João Cândido de Souza Mello. Fez seus estudos iniciais em Muzambinho e escola de farmácia em Belo Horizonte diplomando-se aos 17 anos de idade. Instalou-se na cidade de Tanabi onde exerceu o cargo de farmacêutico por largos anos. Autor de inúmeros livros tornou-se poeta de grande envergadura e chamado de ‘pai dos pobres’, visto que agia em favor dos menos favorecidos pela sorte. Estão publicados na página 1092 dois poemas de João de Mello Macedo, quais sejam, “Simphonia” e “À Figueira de Avanhandava”
.
Ainda na página 1093, é homenageado o senhor João Alves Monteiro, prestigioso político e conceituado cidadão residente em Tanabi.

PARTE 8 – Uma história final

Jazz-band tanabyense de amadores que executava nos idos de 1927/1927 músicas sertanejas e clássicas como entretenimento básico da família jatayense, composta de italianos, espanhóis, portugueses, árabes e caboclos da terra.



Na página 1095 o Álbum faz alusão às Escolas Reunidas, cuja criação data de 1922, que estava a cargo do prof. Francisco Viola e de sua auxiliar a professora D.Eulália da Silveira e Mello com 80 crianças matriculadas em duas salas de aulas. Ao todo o município registrava cerca de 300 crianças matriculáveis distribuídos em escolas particulares. A porcentagem de frequência superava os 90%.

Destaca, também, o Álbum, na página 95, que o senhor Cap. Jerônymo Fortunato Alves Ferreira exercia o cargo de sub-prefeito, tendo nascido em Barretos em 21 de junho de 1890. E filho de Fortunato Alves Ferreira e d. Maria Antonia do Sacramento, fazendeiros em Olímpia. Veio para Tanabi em 1920, onde em 1922 foi eleito juiz de paz e em seguida nomeado membro do Diretório municipal do Partido Republicano Paulista – PRP. Em 1925 foi reeleito juiz de paz e exerce o cargo Prefeito Municipal, sendo um cidadão muito estimado pela comunidade.

O Cartório e Paz de Tanaby registrou no ano de 1929 169 escrituras de compra e venda; outras escrituras 96; 236 procurações, realizando um movimento de 187:750$000 (cento e oitenta e sete mil e setecentos contos de réis). A população de Tanabi(sede) era de 2.000 almas e do município era de 36.000 almas. 

Lembro que a população total abrangia todo o território municipal que era de 12.000 quilômetros quadrados com envolvimento da Villa de Américo de Campos, Villa Monteiro e toda a zona rural, bastante habitada. 

A Delegacia de Polícia em 1928 era dirigida pelo Dr.Rodolpho Pereira, nascido em 15 de setembro de 1891 na cidade de Manaus. Estado do Amazonas, filho do Desembargador Manuel Augusto Pereira e d. Leonilda Regallo Pereira. Fez o concurso em Humanidades em Recife tendo se formado em Direito pela Faculdade Livre de Ciências Sociais no Amazonas. Advogou e se fixou no Paraná, onde foi Secretário da Corregedoria de Justiça do Estado; Promotor Público na comarca de São José da Boa Vista em Palmas. Foi ainda promotor na comarca de Cruzeiro e Suplente de juiz em Chapecó no Estado de Santa Catarina. Exerceu o cargo de juiz do Estado do Paraná e depois veio servir como Delegado de Polícia de Tanaby.

Tanaby registrava em 1929 dois distritos:

A) Villa Monteiro, situada no Estado de São Paulo, Comarca de Rio Preto, pertencia ao Distrito de Tanaby. Seu território amplo era cultivado com café, cereais e outros produtos agrícolas de várias espécies. Sua altitude com relação ao nível do mar é de 540 metros e dista de Tanaby cerca de 54quilômetros e da sede da Comarca 101 quilômetros. A área territorial do distrito de Villa Monteiro é de 72 quilômetros quadrados tendo um dos portos de maior movimento denominado Porto Monteiro. É cortado por inúmeras estradas de terra batida, divisórias com propriedades rurais, divisando com A Villa Carvalho, Américo de Campos, Santa Rita, Quiçaça, divisando também com Mato Grosso onde tem uma das maiores quedas d’água chamada de Cachoeira dos Índios, sendo este o ponto mais pitoresco do distrito. A queda d’água da Cachoeira se eleva a mais de 30 metros.

A população do Distrito se eleva a cerca de 10 mil habitantes. Possui ótimas casas comerciais, boa farmácia, gabinetes dentários e ótimo hotel. Ostenta uma linda praça em cuja lateral está localizado o cartório de paz. Em nível escolar registra uma escola com mais d 40 alunos regulares e de ambos os sexos. São autoridades locais os senhores João Gomes da Silva, João Tavares de Souza, Ezequiel Pinto Cabral, respectivamente 1º,2º e 3º juízes de paz. São autoridades policiais João Pedro da Silva, Carlos Vieira Alves, José Rodrigues da Silva e Norberto Nogueira, respectivamente subdelegado, 1º, 2º e 3º suplentes. 

Villa Monteiro era chamada de Marinheiro e depois Álvares Florence. O cartório de paz registrou no ano de 1927 o seguinte movimento: escrituras e contratos25: procurações e substabelecimentos 58; nascimentos 147; casamentos 25 e óbitos 27. Em 1928 foi o seguinte o movimento cartorário: escrituras e contratos 16; procurações e substabelecimentos 28; nascimentos 45; casamentos 12 e óbitos 22. 

B) A Villa Américo de Campos teve sua primeira audiência do Juízo de Paz em 28 de abril de 1928. Até junho foram efetuados 17 casamentos. O primeiro casamento efetuado foi do sr. João Cândido Borges com D.Escolástica Cândida de Jesus realizado no dia 7 de maio de 1927. Até junho de 1928 foram registrados 28 óbitos e 47 casamentos. A primeira criança a ser registrada foi a menina Izolina, filha legítima de Joaquim Antonio da Silva e d. Maria Francisca de Jesus. O registro foi feito no dia 11 de abril de 1927. Até junho de 1928 foram passadas no cartório 29 escrituras e 32 procurações diversas. O distrito de Américo de Campos tem cerca de um milhão de cafeeiros plantados já com franca produção. A população do distrito é calculada em oito mil almas. A primeira casa de alvenaria foi construída pelo senhor Manoel Joaquim Serapião seguida de um botequim. A vila tem três estabelecimentos comerciais sendo uma farmácia, um gabinete dentário e uma barbearia. 

Américo de Campos foi chamada de Água parada. 

Este o resultado do trabalho de Abilio Abrunhosa Cavalheiro e Paulo Laurito que merecem os maiores louvores pelo estupendo trabalho desenvolvido, visto que na época, não havia telefone, fax, internet e tudo tinha de ser feito de forma direta e pessoal, por estradas quase inexistentes e um imenso território. A obtenção de uma foto e de uma boa impressão era coisa difícil de ser conseguida, e eles, viajando de automóvel, fizeram contatos com pessoas de nível cultural reconhecido que levantaram os dados e estatísticas, resultando neste trabalho excepcional.

A eles, nossa homenagem

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O ECA, A CRECHE E O FUTURO



Todo direito gera, pelo menos em tese, deveres e reciprocidade, ação e contrapartida. O ECA – Estatuto dos Direitos da Criança e do Adolescente ( Lei Federal 8.069/90) define direitos onde os deveres nascem com a família, com a sociedade e com o Estado. A criança e o adolescente não têm deveres e sim apenas direitos, afinal eles são os futuros cidadãos que herdam dos adultos o mundo em quem vivem e este mundo não foi por eles construído. Esta é a base da lei. A lei 8.069/90 definia como dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente atendimento em creche e de pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade. Recentemente foi instituída a Lei número 13.306/2016 que determina o atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade. 

Esta mudança foi feita para adequar o ECA à Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB (Lei 9.934/96) em seus artigos 4º, 29 e 30, bem como o Artigo 208 da Constituição Federal. Atitude correta de nossos legisladores e nossas leis agora afirmam a mesma coisa, qual seja, a educação obrigatória vai de zero a cinco anos de idade em creches e pré-escolas. As crianças a partir dos 6 anos possuem direito ao ensino fundamental (art. 32 da LDB) que tem agora duração de nove (9) anos. Os municípios têm o dever de oferecer o ensino fundamental e educação infantil, tal como reza o Artigo 211, V, da Constituição Federal. 

Até aí tudo na mais perfeita ordem jurídica. O Estado, a sociedade e a família formam o grande bloco elevando a criança e o adolescente à categoria de células compositoras da sociedade futura. Resguardam direitos, instituem deveres e a orquestra começa a tocar. 

Será que é interessante e aconselhável pais entregarem seus filhos de até cinco (5) anos à uma creche período integral? O legislador será que pensou nas consequências na formação das crianças ficando alijadas da família e passando a integrar um núcleo artificial que molda a criança numa máquina misturadora regida apenas pela técnica pedagógica? Que consequências haveremos de colher com esta ‘proteção’ da lei dentro de uma ou duas décadas? Psicólogos, psiquiatras, psicopedagogos foram ouvidos para estas adequações legais originando textos juridicamente perfeitos, mas sem alma familiar? Professores e apoiadores farão o papel de mães de verdade? 

Claro que as mães têm direitos garantidos, mas este procedimento construirá cidadãos plenamente formados e impregnados da essência do amor maternal, familiar que não podem jamais serem retirados, substituídos ou simplesmente anulados? 

Modernizou-se a lei. Os textos são brilhantes, juridicamente perfeitos. Claro que há mães que realmente não têm condições de ficar em casa tempo integral. Trabalham fora em busca do sustento familiar, mas, a porcentagem é mínima. Já que temos o direito por que não exercitá-lo e despejarmos nossas crianças em instituições frias embora tecnicamente preparadas?

A família é a gestora do cidadão consciente e bem preparado para o exercício da cidadania. Enquanto tivermos a instituição família constituída teremos um futuro certo, menos traumático e mais humano. O Direito pode regular uma sociedade, mas só a vida em família poderá gerar um futuro mais esperançoso para nós todos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

CURIOSIDADES SOBRE NOSSA HISTÓRIA

O REINADO DE PEDRO I  - estudo
Uma coroa simboliza a realeza. Representa o poder, autoridade, liderança, legitimidade, imortalidade e humildade. Reflete o poder e a luz.
A Coroa Imperial de Dom Pedro I era pequena e sem muita riqueza. Já a de Dom Pedro II, usada em sua coroação em 18 de julho de 1841, feita pelo ourives Carlos Marin, era suntuosa. Pesa cerca de 2 quilos e é formada por 639 pedras preciosas e 77 pérolas. Foi montada com joias da Família Imperial. Está depositada no Museu Imperial em Petrópolis. O valor da coroa é estimado em um milhão de reais.

Corôas

Dom Pedro I nasceu em Queluz, Portugal, em 12 de outubro de 1798. Morreu em Portugal, aos 36 anos, de tuberculose, em 24 de setembro de 1834. Foi o instaurador do Império Brasileiro e outorgou ao país sua primeira constituição. Reinou em Portugal com o nome de Dom Pedro IV ( Portugal e Algarves).
Nome completo: Pedro Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.
Governou como Príncipe Regente e declarou a independência do Brasil em 7 de setembro de 1922. Governou o país de 7 de setembro de 1822 a 7 de abril de 1831, quando abdicou ao trono brasileiro deixando aqui como seu sucessor o príncipe Dom Pedro II, com apenas 5 anos de idade.  Outorgou ao Brasil sua primeira Constituição em 1829. Foi rei em Portugal e Algarves.
Foi enterrado com uniforme de General, com calças brancas, medalhas e galões portugueses. Sua altura era média entre 1,66 a 1,73 metros e era de porte ‘mignon’, fisicamente frágil. Era altamente agressivo com a Imperatriz Leopoldina e portador de várias doenças venéreas em razão de vida altamente desregrada. Seus restos mortais foram transladados para o Brasil em 1972, data dos 150 anos da independência. As notícias sobre sua forma agressiva correu o mundo e foi muito difícil à diplomacia brasileira  encontrar uma nova esposa para ele após a morte da Imperatriz Leopoldina

Dr. Pedro I

Dona Maria Leopoldina – Primeira esposa de Dom Pedro I
Nome completo: Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena.
Nasceu em 22 de janeiro de 1797  em Viena, na Áustria e morreu em 11 de dezembro de 1826 no Brasil com apenas 29 anos( Wikipédia).  Teve 7 filhos e ao morrer estava grávida na 12ª semana. Foi sepultada na Quinta da Boa Vista, Bairro de São Cristovão – Rio de Janeiro. Casou-se em 13 de maio de 1817 na igreja de Santo Agostinho, em Viena, por procuração.
Foi Imperatriz do Brasil de 12 de outubro de 1822 a 11 de dezembro de 1826, coroada em 1 de dezembro de 1822. Foi a grande arquiteta da Independência do Brasil. Teve uma vida atribulada com Dom Pedro I, com grandes decepções íntimas que acabaram provocando sua morte de forma prematura.  Nas fotos é comum se ver uma imperatriz ‘ gorduchinha’, mas, isto se devia em razão da constante gravidez.
Há discrepância quanto às datas de nascimento e morte nas fontes consultadas, prevalecendo a Wikipédia – enciclopédia livre – google.

É mãe de Dom Pedro II.  

Dona Leopoldina

Dona Amélia de Leuchtemberg – Segunda esposa de Dom Pedro I
Nome completo: Amélia Maria Luisa Helena de Orleans.  Morreu em Versalles, França.

Nasceu em 31 de julho de 1812 na Inglaterra e faleceu em 4 de fevereiro de 1873 aos 61 anos. Está sepultada no Mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa, Portugal. Teve menos dificuldade em se relacionar com Dom Pedro I, talvez em razão do amadurecimento e da constante ação de José Bonifácio de Andrada e Silva, seu principal assessor governamental, não só na área política e diplomática como na conduta pessoal.

Dona Amélia Leuchtemberg

Relação extraconjugal de Pedro I:


Dona Domitila de Castro e Canto Melo –Marquesa de Santos.
Nasceu em São Paulo em 27.12.1797 e morreu em 03.11.1867 aos 69 anos.
Está sepultada no Cemitério da Consolação, em São Paulo. Foi amante oficial de Pedro I. Com ela teve uma filha. Exercia forte influência sobre Dom Pedro I, interferindo, inclusive, nos negócios de governo. Chegou a ser levada, de forma oficial, para morar no palácio junto com a esposa Leopoldina e filhos, causando na rainha forte depressão que pode ter sido a causa da morte prematura da rainha.
O Solar da Marquesa de Santos está localizado na antiga Rua do Carmo, São Paulo, centro, hoje rua Roberto Símonsen.  Atualmente pertence à Prefeitura Municipal e abriga museu. Foi construído com recursos do governo, embora haja fontes que garantam ter sido construído com recursos próprios de Dom Pedro I. Ao final de sua vida, Dona Domitila se transformou numa caridosa senhora auxiliando a diversas instituições de caridade e participante de associações religiosas do Rio de Janeiro.

Mansão

Túmulo Marquesa de Santos

EXUMAÇÕES:
Em setembro de 2012, em trabalho coordenado pela historiadora Valdirene Ambiel, foram feitas exumações da família imperial pela Faculdade de Medicina da USP. O material foi analisado com critérios técnicos e integralmente documentado. O caixão de Dom Pedro I foi substituído porque o original havia apodrecido e tomado por fungos. As exumações foram acompanhadas por médicos, historiadores, arqueólogos, físicos, e foram feitos exames com o uso de tomografia computadorizada, raios x, ressonância magnética e infravermelho.
Abaixo alguns resultados:


Restos mortais D. Pedro I

Os ossos apresentavam algumas deformações visto que, com o transporte, se movimentaram livres no que restava do caixão. Foram constatadas fraturas
 de quatro costelas, quebradas em acidentes de equitação em 1823 e 1829 e  inutilização de um dos pulmões e outros traumatismos noticiados pela história. Talvez o trauma pulmonar tenha contribuído para com sua morte por tuberculose.

Crânio de Dom Pedro I. Na composição fotos de suas esposas Dona .Amélia  e Dona  Leopoldina.





Dona Leopoldina – restos mortais.

A roupa utilizada no enterro é igual outra vista em retrato da imperatriz e usada no dia de seu casamento. O esqueleto se encontrava em razoável estado de conservação e no lugar correto, protegido de movimentos pela farta roupagem que circundava o corpo. Ela era de estatura pequena e de mãos delicadas. O cabelo era abundante. O rosto de notável expressão e equilíbrio. Não havia nenhuma lesão no fêmur. Haviam rumores de que Dom Pedro teria empurrado Dona Leopoldina escada abaixo e disto teria resultado fratura do fêmur e por esta razão sua morte. Nada disso foi constatado ficando o fato por conta de informações inverídicas.

Dona Amélia – restos mortais – mumificação de 1873. Foi sepultada com roupa preta, sua cor predileta. Segunda esposa de Dom Pedro I.

Foi retratada com a mesma roupa, enfeitada com fios de prata e destaques em ouro.



O corpo está bem preservado e, apesar do desejo, em vida, de não ser mumificada, os responsáveis pelas exéquias, o fizeram, mostrando preservação perfeita dos cílios, globos oculares, unhas, cabelos e órgãos internos. Ao abrir o caixão sentiu-se no ambiente forte cheiro de cânfora, usado no processo de embalsamamento.  As mãos de Dona Amélia apresentam notável preservação, apesar da cor escurecida e tecido ressequido.  Seguram um crucifixo de madeira e metal.




A USP pretende fazer a exumação dos restos mortais de Pedro II, de sua esposa Teresa Cristina, da Princesa Isabel e de seu marido o Conde D’Eu com data ainda não definida.

REGISTROS HISTÓRICOS :

1-      Monumento à Independência :
Do escultor Ettore Ximenes, datado de 1921. Nele se encontram os restos mortais de Dom Pedro I e de Dona  Leopoldina, de José Bonifácio e do Regente Diogo Antônio Feijó.  São Paulo.

Monumento à Independência

Cripta Imperial (localizada no Monumento à Inependência SP)

Sala do trono - Palácio de Patrópolis





Museu Imperial Petrópolis (vista)

Carruagem da Família Real